CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 678
A decisão que reconhecer suficientemente provado o domínio ou a posse determinará a suspensão das medidas constritivas sobre os bens litigiosos objeto dos embargos, bem como a manutenção ou a reintegração provisória da posse, se o embargante a houver requerido.
Parágrafo único. O juiz poderá condicionar a ordem de manutenção ou de reintegração provisória de posse à prestação de caução pelo requerente, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente.


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Resumo Jurídico

Embargos de Terceiro: Protegendo o Posseiro Indevidamente Afetado

O Artigo 678 do Código de Processo Civil estabelece um mecanismo fundamental para a proteção de indivíduos que não são partes em um processo judicial, mas que, de alguma forma, têm sua posse ameaçada ou efetivamente turbada por uma decisão judicial. Esse mecanismo é conhecido como embargos de terceiro.

Em termos simples, se um ato de constrição judicial – como um arresto, sequestro, penhora ou avaliação de bens – recai sobre um bem que pertence ou está na posse de alguém que não faz parte do processo, essa pessoa tem o direito de defender sua posse.

Quem pode se valer dos embargos de terceiro?

A lei prevê que podem apresentar embargos de terceiro:

  • O posseiro, ou seja, aquele que exerce de fato o poder sobre o bem, mesmo que não seja o proprietário legal.
  • O terceiro, que é qualquer pessoa estranha à relação processual original.
  • O cônjuge ou companheiro, que pode defender a posse de bens comuns ou particulares, sempre que a constrição judicial afetar a meação ou os bens próprios.

Como funciona?

Essencialmente, o embargante (aquele que entra com os embargos) deve demonstrar, de forma sumária, que é o possuidor do bem ou que tem direito sobre ele, e que esse bem foi indevidamente alcançado por uma decisão judicial. Para isso, é necessário apresentar documentos que comprovem sua condição.

O que pode ser pedido?

O objetivo principal dos embargos de terceiro é remover o ato de constrição que está afetando indevidamente o bem do embargante. Em outras palavras, busca-se anular a ordem judicial que determinou a apreensão, bloqueio ou qualquer outra medida sobre o bem.

Importância e Finalidade:

O Artigo 678 é crucial para garantir a segurança jurídica e o direito de propriedade e posse. Ele evita que pessoas inocentes percam seus bens ou sofram prejuízos em decorrência de decisões judiciais proferidas em processos alheios. Assim, assegura que apenas os bens que pertencem ou são de responsabilidade das partes do processo sejam atingidos por medidas executivas.